No começo, parece só uma dor numa articulação.
Para algumas pessoas, é o joelho ou o quadril — a dificuldade de caminhar, de levantar de uma cadeira, de subir um degrau.
Para outras, é o ombro — dificuldade para vestir uma roupa, pentear o cabelo, estender o braço, carregar um objeto.
Aos poucos, a pessoa vai participando menos da própria rotina.
E quando a família combina alguma coisa, começa a aparecer aquela frase:
"Vão vocês. Eu fico."
Para quem está de fora, pode parecer apenas envelhecimento — algo que acontece com todo mundo, com o tempo.
Mas quem vive isso de perto sabe que não é bem assim. A limitação vai chegando devagar e vai tomando espaço.
A pessoa faz menos, participa menos, evita sair, evita caminhar, deixa de ir a lugares que gosta.
O problema não é só a articulação que dói.
É a vida ficando menor ao redor da dor.
E, para a família, fica a sensação de que algo foi sendo tirado devagar — sem que ninguém conseguisse segurar.
A consulta avalia a história da dor: há quanto tempo ela existe, qual articulação limita mais, o que piora com o movimento, o que já foi tentado e como isso tem limitado a rotina.
Também são considerados pontos importantes como as doenças associadas, as medicações em uso, os exames de imagem e a condição geral de saúde.
A partir dessa avaliação, é possível entender melhor o quadro e discutir quais caminhos fazem sentido para o caso — infiltrações, ácido hialurônico, bloqueios guiados por imagem, radiofrequência ou terapias regenerativas, conforme a indicação médica.
Quando necessário, o cuidado também pode ser integrado com fisioterapia, eletroestimulação, acupuntura médica ou laserterapia.
O objetivo é reduzir o quanto a dor interfere na rotina — na mobilidade, na independência e na participação da própria vida.
Se a artrose tem limitado movimentos simples da rotina, agende uma avaliação pelo WhatsApp.
Agendar consulta de avaliaçãoNão. A idade pode estar relacionada ao desgaste das articulações, mas dor crônica que limita movimentos simples da rotina não deve ser tratada apenas como "coisa da idade". Quando a dor começa a dificultar levantar, caminhar, vestir uma roupa, subir um degrau, usar o braço ou participar da vida familiar, vale avaliar o quadro com mais cuidado.
Sim. A artrose pode afetar diferentes articulações, ou "juntas", como joelho, quadril, ombro, mãos e coluna. A limitação muda conforme a articulação envolvida. No joelho e no quadril, pode aparecer ao caminhar, levantar ou subir escadas. No ombro, pode dificultar vestir uma roupa, pentear o cabelo, pegar algo no armário ou carregar objetos.
Sim. A cirurgia pode ser necessária em determinados quadros, mas nem toda pessoa com artrose precisa ir direto para uma prótese. Em alguns casos, existem opções de tratamento que podem ser avaliadas antes da cirurgia, especialmente quando a pessoa não deseja operar, tem idade mais avançada ou apresenta problemas de saúde que tornam a cirurgia mais arriscada. Essas opções podem incluir infiltrações, ácido hialurônico, bloqueios, radiofrequência, terapias regenerativas e cuidado integrado com fisioterapia, conforme a avaliação médica.
Quando a dor da artrose continua limitando movimentos da rotina, mesmo após tentativas com remédios, fisioterapia ou outros cuidados, a infiltração pode ser avaliada como parte do tratamento. Ela pode ser feita com diferentes substâncias, conforme o caso, a articulação envolvida e o objetivo do cuidado. A indicação depende da avaliação médica, dos exames, das doenças associadas, das medicações em uso e do padrão da dor.
O ácido hialurônico é uma substância que pode ser aplicada dentro da articulação em alguns casos de artrose. De forma simples, ele funciona como uma espécie de lubrificante da articulação, ajudando a melhorar o ambiente da junta e contribuindo para o controle da dor e da limitação. Esse tipo de procedimento também é conhecido como viscossuplementação. A indicação depende da articulação afetada, do grau de desgaste, dos exames, dos sintomas e da avaliação médica.
O ultrassom ajuda o médico a enxergar a articulação, os nervos e as estruturas ao redor durante o procedimento. De forma simples, o ultrassom funciona como um GPS em tempo real: é possível visualizar músculos, nervos e estruturas ao redor durante o procedimento e direcionar a aplicação para o alvo certo. No consultório, bloqueios, infiltrações e radiofrequências são realizados com auxílio do ultrassom, conforme a indicação de cada caso.
Os tratamentos regenerativos da artrose incluem procedimentos que partem de uma pequena coleta do próprio paciente — como sangue no caso do PRP, ou da medula óssea no BMA — para depois aplicar esse material na articulação. O mais conhecido é o PRP, plasma rico em plaquetas. Em ambos, o objetivo é melhorar o ambiente da articulação e contribuir para o controle da dor e da limitação, em casos selecionados. A indicação depende da articulação afetada, do grau da artrose, dos exames, dos sintomas e da avaliação médica.
Pode ser. O anti-inflamatório pode ajudar em momentos de crise, mas quando ele passa a fazer parte da rotina, isso merece atenção. Principalmente em pessoas mais velhas, ou em quem tem pressão alta, gastrite, problema nos rins, problema no coração ou usa várias medicações ao mesmo tempo. Quando o remédio vira rotina, a consulta ajuda a avaliar se existem outros caminhos de cuidado que fazem sentido para o caso.
A fisioterapia pode ter um papel muito importante no cuidado da artrose, mas sozinha nem sempre dá conta de todo o quadro. Quando a dor está muito intensa, a pessoa muitas vezes não consegue fazer os exercícios direito. Por isso, em alguns casos, o cuidado médico pode ser integrado com a fisioterapia, incluindo controle da dor, infiltrações, orientação de exercícios, eletroestimulação, acupuntura médica ou laserterapia, conforme a avaliação. O objetivo é reduzir a dor o suficiente para que a pessoa consiga se movimentar com mais segurança no dia a dia.
A radiofrequência pode ser avaliada quando a dor da artrose continua limitando a rotina, mesmo após outros cuidados, ou quando a cirurgia não é desejada ou não é possível naquele momento. De forma simples, a radiofrequência atua nos nervos que levam o sinal de dor da articulação — o objetivo é reduzir a intensidade do sinal de dor. No consultório, a radiofrequência é realizada com auxílio do ultrassom, para localizar melhor as estruturas envolvidas. A indicação depende da articulação afetada, do padrão da dor, dos exames, das medicações em uso e da avaliação médica.